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A História de Fundação da Suíça: Mitos, Guerras e Legado nos Alpes

Foto da Suíça

Compreender a Suíça vai muito além de admirar paisagens nevadas e saborear chocolates. Portanto, explorar a fascinante jornada histórico-política da fundação da Suíça revela como vales isolados se uniram para criar uma das nações mais estáveis do mundo. Assim, prepare-se para uma viagem no tempo que cruza mitos fundadores, conflitos religiosos e tesouros turísticos imperdíveis.

Fundação da Suíça – O Mito de Fundação e o Pacto de 1291

A história suíça mescla documentos reais com lendas populares profundamente enraizadas na cultura local. Por exemplo, a narrativa mais famosa envolve o herói nacional Guilherme Tell, um habilidoso fundibulário (ou arqueiro) de Altdorf. Embora a historiografia moderna aponte o personagem como uma lenda folclórica, o episódio em que Tell desafia o tirano austríaco Gessler simboliza a resistência contra a opressão dos Habsburgos.

Na realidade histórica, o marco inicial ocorreu em agosto de 1291. Os representantes dos três cantões primitivos (Urkantone) — Uri, Schwyz e Unterwalden (hoje dividido em Obwalden e Nidwalden) — reuniram-se na campina de Rütli, às margens do Lago dos Quatro Cantões (Vierwaldstättersee), para firmar o Pacto Federal.

  • Onde ver na prática: Visite a Rütliwiese (acessível de barco a partir de Brunnen ou Seelisberg) e a charmosa vila de Altdorf (capital de Uri), onde você encontrará um monumento em homenagem a Guilherme Tell. Na região, o museu histórico de Schwyz guarda o documento original do Pacto de 1291.

Obwalden e Nidwalden

Para entender o que aconteceu com Uri, Schwyz e Unterwalden, pense neles como a “semente” da Suíça atual. Veja o que mudou em cada um:

Uri e Schwyz: Continuam iguaizinhos

  • Uri e Schwyz mantêm os mesmos territórios, nomes e a mesma importância até hoje. Inclusive, o nome “Schwyz” deu origem à palavra “Schwiiz” (como os suíço-alemães chamam seu país) e à própria palavra Suíça. Eles estão firmes e fortes no mapa alpino central.

E o tal de “Unterwalden”?

Unterwalden nunca foi um cantão único e centralizado na época; na verdade, era um nome coletivo usado para descrever duas comunidades de vales vizinhas que se uniram ao pacto: Obwalden e Nidwalden.

Com o passar do tempo, esses dois vales ganharam autonomia total, se separaram administrativamente e viraram cantões independentes.

  • Hoje em dia: No lugar de “Unterwalden”, o mapa atual da Suíça tem dois meio-cantões: Obwalden e Nidwalden.

Quando dizemos que os cantões iniciais eram Uri, Schwyz e Unterwalden, estamos falando de três regiões parceiras em 1291. Se você olhar um mapa moderno da Suíça hoje, você não vai achar um cantão escrito “Unterwalden”, mas vai achar os seus dois pedaços (Obwalden e Nidwalden), que continuam lá, lado a lado com Uri e Schwyz, formando o coração histórico da Suíça Central!

Fundação da Suíça – A Expansão e as Batalhas Pela Independência

Nos séculos XIV e XV, a Confederação Suíça expandiu-se atraindo novos membros, como Lucerna, Zurique, Berna, Glarus e Zug. Para garantir a soberania frente ao Império Habsburgo e ao Ducado da Borgonha, os confederados travaram batalhas lendárias baseadas em táticas de infantaria com alabardas.

  • Pontos turísticos históricos: A cidade medieval de Lucerna abriga a famosa Kapellbrücke (Ponte da Capela) e o Monumento ao Leão, remetendo à herança medieval e militar suíça. Em Sempach (perto de Lucerna), comemora-se a vitória de 1386. Já em Morat (Murten), na região de língua francesa, as muralhas medievais preservadas contam a história das guerras contra Carlos, o Temerário.

Fundação da Suíça – As Guerras Religiosas e a Reforma Protestante

A estabilidade atual contrasta com um passado marcado por profundas fraturas confessionais. No século XVI, a Reforma Protestante liderada por figuras como Ulrico Zuínglio em Zurique e João Calvino em Genebra dividiu o país.

As tensões culminaram nas Guerras de Kappel (1529 e 1531) entre cantões protestantes e católicos (onde o próprio Zuínglio morreu em combate). Posteriormente, conflitos como a Guerra de Villmergen estouraram nos séculos XVII e XVIII. Contudo, a necessidade de sobrevivência geopolítica forçou os cantões a aprenderem a gerir suas diferenças através do federalismo e da neutralidade, consolidada formalmente no Congresso de Viena em 1815.

  • Pontos turísticos históricos:
    • Em Zurique, visite a imponente Grossmünster, igreja onde Zuínglio pregou a Reforma.
    • Em Genebra, o Muro dos Reformadores (Mur des Réformateurs) homenageia os líderes calvinistas que transformaram a cidade na “Roma Protestante”.
    • Na região central, vale conhecer o vilarejo de Kappel am Albis para entender o desfecho das guerras religiosas.

Guia Prático para o Turista Histórico

Se você deseja montar um roteiro focado na história suíça:

  1. Base na Região Central: Hospede-se em Lucerna para fácil acesso de trem ou barco ao Lago dos Quatro Cantões, Rütli e Altdorf.
  2. Imersão Alpina: Siga pelos passos de montanha onde os antigos confederados lutaram pela liberdade.
  3. Dica de Ouro: Adquira o Swiss Travel Pass, que garante acesso ilimitado a trens, ônibus, barcos e até a centenas de museus históricos pelo país.

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Links Úteis

A Suíça tem um site oficial que oferece informações e funcionalidades relacionadas ao turismo: Ele se chama MySwitzerland.

Todo mundo que já foi a Suíça sabe que como o sistema de trens é simplesmente espetacular. O nome da empresa que oferece os serviços é a SBB.

Para notícias, e informações sobre cultura e política sobre a Suíça, consulte o Swissinfo.

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